Por que single-family offices utilizam estruturas de multi- family offices?

Montar uma equipe patrimonial própria tem um custo alto, um teto de acesso a determinadas oportunidades e uma dependência direta da capacidade da própria família de atrair e manter especialistas. Um multi-family office como a Jera Capital resolve esses três pontos ao mesmo tempo, e é por isso que famílias que hoje mantêm um single family office estruturado estão reavaliando o modelo.
A diferença entre single family office e multi-family office
Um single family office é uma estrutura dedicada a uma única família. Equipe, mandato e prioridades são definidos exclusivamente por essa família, sem processos compartilhados com outros patrimônios.
Um multi-family office atende várias famílias ao mesmo tempo. Equipe, processos e infraestrutura são compartilhados entre elas, e o mandato é construído a partir de necessidades comuns aos clientes atendidos.
Essa diferença estrutural explica as três vantagens apresentadas a seguir. Todas decorrem do fato de a estrutura ser dividida entre famílias, e não sustentada por uma única família.
O custo real de manter uma equipe patrimonial própria
Uma equipe interna completa, com especialistas em private equity, crédito, renda variável e multimercado, custa entre 20 e 60 pontos-base do patrimônio ao ano, segundo o North America Family Office Report 2025, da Campden Wealth. Esse custo só se justifica a partir de um volume de patrimônio e de uma complexidade de ativos altos o suficiente para diluir o gasto de cada especialista contratado.
Em um multi-family office, essa estrutura é dividida entre várias famílias. O resultado é uma equipe multidisciplinar equivalente, muitas vezes superior em profundidade de especialização, sustentada por um custo fracionado, e não pelo patrimônio de uma família isolada. Para uma família que hoje sustenta essa equipe de forma isolada, o efeito é direto. O mesmo nível de sofisticação passa a ser acessível a um custo proporcional bem menor.
Acesso a operações que uma família isolada não alcança
Fundos de private equity, crédito estruturado e gestores exclusivos costumam operar com ticket mínimo e alocação limitada por veículo. Uma família com patrimônio relevante, mas isolada, frequentemente não atinge o volume necessário para entrar em determinadas ofertas, ou entra em condições menos vantajosas que as de investidores maiores.
Um multi-family office negocia em nome de várias famílias ao mesmo tempo. Isso muda a posição de negociação. O volume agregado dá acesso a gestores, fundos e operações que exigiriam ticket muito superior ao de uma família individual. Uma família com single family office estruturado passa a ter, ao operar junto com essa estrutura, o mesmo tipo de acesso, sem que seja necessário aumentar o próprio volume de capital para obtê-lo.
Como um multi-family office atrai e retém os melhores profissionais do mercado
Reter um especialista de primeira linha em private equity, crédito ou renda variável exige mais do que uma remuneração competitiva. Esses profissionais buscam variedade de mandatos, complexidade de problemas e uma trajetória de carreira consistente. Um single family office, por definição, oferece um único mandato, o de uma família, e nenhuma perspectiva de crescimento de negócio ou participação societária para compensar essa limitação. Na prática, reter esse tipo de profissional em uma estrutura dedicada a uma única família significa pagar acima do mercado, de forma indefinida.
Um multi-family office preenche essa lacuna. Oferece múltiplos mandatos, escala e uma estrutura de carreira capaz de reter especialistas sem depender de remuneração artificialmente inflada. Isso resulta, para cada família atendida, em acesso a profissionais que dificilmente aceitariam um cargo isolado dentro de um único núcleo familiar.
Quando essa combinação se justifica
Nenhuma família precisa escolher entre manter o controle sobre suas decisões e ter acesso a essas três vantagens. O ponto central é entender o que uma estrutura própria consegue sustentar de forma isolada, e o que passa a fazer mais sentido operar em conjunto com um multi-family office, preservando a governança e as prioridades definidas pela própria família. Veja também nosso artigo sobre sucessão geracional de patrimônio e preparo de herdeiros.
Volume de patrimônio, complexidade dos ativos e estágio de sucessão continuam sendo as três variáveis que definem essa fronteira. Abaixo de determinado volume, o custo de sustentar uma equipe completa de forma isolada simplesmente não se paga, e o acesso a operações e profissionais de mercado permanece limitado, independentemente do esforço da família em contratar.
Principais dúvidas
Qual a diferença entre single family office e multi-family office? Um single family office é dedicado a uma única família, com equipe e mandato exclusivos. Um multi-family office atende várias famílias com equipe, processos e infraestrutura compartilhados, o que reduz custo e amplia o acesso a operações e profissionais de mercado.
Quanto custa manter uma equipe própria de investimentos? Entre 20 e 60 pontos-base do patrimônio ao ano, segundo o North America Family Office Report 2025, da Campden Wealth, considerando uma equipe com especialistas em private equity, crédito, renda variável e multimercado.
Uma família com single family office pode usar um multi-family office ao mesmo tempo? Sim. É comum que famílias com estrutura própria recorram a um multi-family office para mandatos específicos. Os casos mais frequentes envolvem acesso a gestores exclusivos, operações de menor ticket mínimo ou classes de ativos que não justificam um especialista interno dedicado.
O que muda no acesso a operações ao operar com um multi-family office? O volume agregado de várias famílias confere poder de negociação com gestores e fundos que, isoladamente, exigiriam ticket mínimo muito superior ao de uma única família, alterando as condições de entrada e, em muitos casos, viabilizando o acesso.
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Quer entender se esse modelo faz sentido para o seu patrimônio? Fale com a Jera Capital.
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